
Meu nome não é Johnny já é um dos filmes que ficará marcado na história do cinema nacional como uma obra forte, engraçada, triste e acima de tudo polêmica em diversos aspectos.
A adaptação feita pelos roteiristas, Mauro Lima e Mariza Leão, do livro homônimo escrito por Guilherme Fiúza sobre João Guilherme Estrella, é a prova concreta de que é possível falar sobre o problema das drogas sem cair o tempo inteiro em lugares comuns.
Desde o inicio a atuação de Selton Mello e Cléo Pires chama a atenção. Mello, interpretando um jovem que nasce no conforto de uma família carioca de bom poder aquisitivo e que com o passar do tempo torna-se um traficante boa-vida até ser capturado pela polícia, mostra sua versatilidade e seu dom para a comédia. Cléo Pires, por sua vez, reafirma sua condição de grande atriz para a grande tela do cinema, assim como já havia feito em Benjami em 2004.
O mote do filme é comum, aliás, o problema das drogas entre os jovens é assunto cada vez mais recorrente na mídia. Não há limites para os nossos meninos e meninas e em todo canto há um baseado e um pó a disposição, é só saber chegar.
Mas, para quem acredita que somente o problema das drogas é abordado no filme, vale enfatizar que a crise na família e a corrupção policial, cada vez mais divulgada pela imprensa e exibida nas salas de cinema, nesta obra aparecem com uma suavidade cínica.
Aliás, não há nada melhor do que ver o cinema nacional embrulhando o estômago de todas as camadas sociais. Não há mais o Rio de Janeiro como cidade maravilhosa e nem o Brasil como o país do futuro. Talvez o sucesso e a beleza que ressurge no cinema nacional é a possibilidade de mostrar a todos, principalmente aos jovens e aos governantes nojentos e incompetentes que o país está praticamente fracassado.
João Guilherme Estrella existiu e ainda existe, hoje, após conhecer a cadeia e o fundo do poço ele tornou-se um produtor musical. Falei com ele outro dia, produzindo um programa da Rádio Record e fiz elogios ao filme, aproveitei no bate-papo e disse que levaria meu sobrinho de 15 anos para assistir.
A resposta de Estrella foi aquilo que eu esperava: Leva mesmo, meu irmão. Depois leva ele para comer alguma coisa e conversa com o moleque sobre o filme, falta isso na maioria das famílias.
O cinema nacional e suas inspirações são excelentes por tratarem de coisas reais. Aqui, não há homem virando monstro, nem meteoros invadindo a terra com extraterrenos alucinados. Aqui, não. Aqui, nossos roteiristas e diretores falam cada vez mais das mazelas de nosso país.
Viva o nosso cinema!!!
Viva o Estrella e salvem os nossos jovens e a nossa polícia!!!
A adaptação feita pelos roteiristas, Mauro Lima e Mariza Leão, do livro homônimo escrito por Guilherme Fiúza sobre João Guilherme Estrella, é a prova concreta de que é possível falar sobre o problema das drogas sem cair o tempo inteiro em lugares comuns.
Desde o inicio a atuação de Selton Mello e Cléo Pires chama a atenção. Mello, interpretando um jovem que nasce no conforto de uma família carioca de bom poder aquisitivo e que com o passar do tempo torna-se um traficante boa-vida até ser capturado pela polícia, mostra sua versatilidade e seu dom para a comédia. Cléo Pires, por sua vez, reafirma sua condição de grande atriz para a grande tela do cinema, assim como já havia feito em Benjami em 2004.
O mote do filme é comum, aliás, o problema das drogas entre os jovens é assunto cada vez mais recorrente na mídia. Não há limites para os nossos meninos e meninas e em todo canto há um baseado e um pó a disposição, é só saber chegar.
Mas, para quem acredita que somente o problema das drogas é abordado no filme, vale enfatizar que a crise na família e a corrupção policial, cada vez mais divulgada pela imprensa e exibida nas salas de cinema, nesta obra aparecem com uma suavidade cínica.
Aliás, não há nada melhor do que ver o cinema nacional embrulhando o estômago de todas as camadas sociais. Não há mais o Rio de Janeiro como cidade maravilhosa e nem o Brasil como o país do futuro. Talvez o sucesso e a beleza que ressurge no cinema nacional é a possibilidade de mostrar a todos, principalmente aos jovens e aos governantes nojentos e incompetentes que o país está praticamente fracassado.
João Guilherme Estrella existiu e ainda existe, hoje, após conhecer a cadeia e o fundo do poço ele tornou-se um produtor musical. Falei com ele outro dia, produzindo um programa da Rádio Record e fiz elogios ao filme, aproveitei no bate-papo e disse que levaria meu sobrinho de 15 anos para assistir.
A resposta de Estrella foi aquilo que eu esperava: Leva mesmo, meu irmão. Depois leva ele para comer alguma coisa e conversa com o moleque sobre o filme, falta isso na maioria das famílias.
O cinema nacional e suas inspirações são excelentes por tratarem de coisas reais. Aqui, não há homem virando monstro, nem meteoros invadindo a terra com extraterrenos alucinados. Aqui, não. Aqui, nossos roteiristas e diretores falam cada vez mais das mazelas de nosso país.
Viva o nosso cinema!!!
Viva o Estrella e salvem os nossos jovens e a nossa polícia!!!
Um comentário:
Grande amigo e jornalista!
Como sempre, buliçoso.
Segui a dica e fui assistir ao filme. Gostei.
Nem tanto pela obra, mas pelo crime.
Fala, Jão...se esse mundo não é doido?!
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